Imagem Principal
Imagem
Rio de Janeiro segue tendo cesta básica mais cara do país
No acumulado de 2023, a capital fluminense foi a única das oito pesquisadas que apresentou alta, segundo levantamento
Rio de Janeiro segue tendo cesta básica mais cara do país
Foto do autor João Eduardo Dutra João Eduardo Dutra
Por: João Eduardo Dutra Data da Publicação: 12 de janeiro de 2024FacebookTwitterInstagram
Fonte: Agência Brasil/EBC

O Rio de Janeiro segue tendo a cesta básica mais cara do país, em dezembro, segundo o levantamento da empresa de inteligência de Mercado Horus, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a pesquisa, o valor dos alimentos básicos na capital fluminense é de R$ 946. O preço é 18% maior que a segunda mais cara, São Paulo.

Segundo o levantamento, no acumualdo geral do ano, o Rio foi a única das oito capitais que registrou alta no preço da cesta básica, com um crescimento de 8,2%. Em janeiro de 2023, os produtos custavam R$ 874 na Cidade Maravilhosa.

A variação acumulada no valor da cesta básica, no ano de 2023, caiu em sete das oito capitais, com quedas que variam de -1,9% a -6,2% e na capital que teve aumento, o Rio de Janeiro, a alta foi de 8,2%.

Por outro lado, em dezembro, sete das oito capitais apresentaram um crescimento no valor da cesta básica. Na pesquisa, as cidades que registraram as maiores altas foram Curitiba (6,4%) e Fortaleza (4,8%). Já São Paulo foi a cidade em que houve redução no preço médio, de -2,0%.

A cesta mais cara continua a ser a do Rio de Janeiro (R$ 946,00), seguida pelas de São Paulo (R$ 797,66) e Fortaleza (R$ 729,01). Por outro lado, as capitais Belo Horizonte (R$ 626,29), Manaus (R$ 669,79) e Salvador (R$ 692,99) registraram os menores valores.

O arroz foi o único produto que apresentou alta em todos os locais da pesquisa. Já a manteiga reduziu o preço em todas as capitais do levantamento.

O arroz vem apresentando tendência de alta, por mais de quatro meses consecutivos, em virtude da oferta escassa no mundo e de fatores climáticos no Brasil, como as ondas de calor e chuvas intensas fora de época, provenientes do El Niño, que afetaram a produtividade das safras.

Além disso, as inconstâncias do clima também prejudicaram as áreas de pastos usadas para alimentação animal, interferindo na qualidade de vida do gado e reduzindo a oferta de proteínas no varejo, o que resulta em aumento de preços para o consumidor.

Relacionadas