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Rei de Angola visita o Rio semana que vem
Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI vai participar de agenda na cidade. A favela da Maré é a região onde se concentra o maior número de migrantes angolanos que vivem no Rio de Janeiro
Rei de Angola visita o Rio semana que vem
Foto do autor Redação Redação
Por: Redação Data da Publicação: 03 de novembro de 2023FacebookTwitterInstagram
Reprodução

Sua Majestade Rei Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI, o rei do maior grupo étnico de Angola, chega ao Rio para participar de dois dias de agenda na cidade. 

A visita do rei ao Rio é promovida pela DiversaCom em parceria com a UNIperiferias.

Na terça-feira (7), o Rei será o convidado especial de um debate sobre a importância da reparação histórica para a população negra brasileira. 

O evento acontecerá no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), das 9h30 às 12h. E reunirá também a jornalista Louise Freire e o professor doutor Babalaô Ivanir dos Santos. Depois do debate, haverá uma apresentação cultural de slam.

“De Angola vieram 60% dos escravizados africanos para o Brasil. Esta visita inédita e histórica representa um reencontro ancestral entre filhos de Angola que foram separados pela escravização”, diz Marcelo Moreira, sócio-diretor da DiversaCom.

“A visita do Rei do Bailundo no Brasil representa um elo que nos une, relembrando uma história compartilhada, marcada por nossa herança cultural comum. Esta visita fortalece nossos laços culturais, enriquece nosso patrimônio histórico e constrói pontes que ultrapassam fronteiras, promovendo uma compreensão mais profunda e respeitosa entre nós”, diz a coordenadora de comunicação da UNIperiferias, Mariane Del Rei, informa a Rádio Tupi.

Ele fará um passeio pela região do Cais do Valongo, onde desembarcou a maioria dos escravizados vindos da África para o Brasil. 

Já na quarta-feira (8) pela manhã, Tchongonga Ekuikui VI participará de um seminário sobre cultura e pluralidade religiosa na UNIperiferias, na Maré. 

A favela da Maré é a região onde se concentra o maior número de migrantes angolanos que vivem no Rio de Janeiro.  À tarde, o monarca participará de um encontro de quilombolas no Quilombo no Camorim, o mais antigo do Rio de Janeiro. O local foi ocupado por pessoas escravizadas trazidas de Angola.

Biografia resumida

Sua majestade Rei Tchongolola Tchongonga Ekuikui VI é o 37º soberano do reino do Bailundo (Região Central, origem dos Ovimbundu), Rei dos Ovimbundu, sul de Angola. 

Aos 39 anos, pertence à linhagem de Ekuikui, sendo o primeiro neto legítimo marterlinear do falecido Rei Augusto Katchitiopololo (rei Ekuikui IV). 
Formado em Direito Costumeiro, em línguas na República da Namíbia, fala quatro idiomas, uma delas é o idioma Umbundu, língua oficial do Reino do Mbailundo, tem fluência na língua francesa, portuguesa e inglesa.

Reino do Bailundo

O Reino do Bailundo surgiu em meados de 1700 e foi um estado nacional africano, dos povos Ovimbundu, era dotado de poderes políticos e económicos. 

O Reino encontra-se localizado no Planalto Central de Angola, e abrange as províncias do Huambo, Benguela, Kwanza Sul, Bié e uma parte da Huíla. Quando surgiu o Reino do Bailundo? 

No princípio o nome era Halavala, deu-se este nome devido a sua localização geográfica que estava próximo de um monte. Posteriormente mudou-se o nome para “Mbalundo” devido ao uso de jóias, bijuterias que o povo tinha o costume de usar, estes acessórios chamavam-se Ombalundo. 

O Reino comporta um palácio real, 35 residências para os membros da corte e jangos que servem para julgamentos tradicionais que ajudam a resolver os problemas sociais que ocorrem na aldeia.
 

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