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Quociente eleitoral decide os eleitos
Quociente eleitoral decide os eleitos
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Por: Painel Data da Publicação: 11 de janeiro de 2024FacebookTwitterInstagram
Foto: Reprodução

A doutrina de que o mandato parlamentar não pertence ao candidato individualmente, mas decorre de uma identificação partidária, gerou o critério de se atribuir maior número de cadeiras à agremiação que, somando a votação do que cada filiado conseguiu, se qualificou à conquista de mais cadeiras em disputa.

O sistema de soma de legendas - votos válidos para cada candidato filiado ou apenas com a nominação do partido escolhido é complexo. É preciso cumprir critério matemático para a proclamação dos eleitos em cada legenda partidária, o que pode gerar surpresas.

O quociente eleitoral começa a ser definido após a avaliação de quantos votos válidos foram computados. No pleito passado foram apenas 241.775. o que significa a não manifestação correta (ou abstenção) de 160 mil votos imaginados dentro de um eleitorado com 404 mil inscritos.

Os votos válidos são divididos pelas 21 cadeiras em disputa o que representa a conquista de uma cadeira parlamentar a cada soma de 11 mil legendas (votos individuais ou partidários).    
Quado após a divisão sobra uma quantidade de votos insuficiente pra a definição de mais uma cadeira, este saldo passa a constituir as "sobras" eleitorais para serem divididas segundo a proporcionalidade restante. Isto é complexo para explicar em poucas linhas.

COMO FOI

No pleito passado o PDT ultrapassou os 50 mil votos, mas garantiu quatro mandatos. Chegou perto do quinto, mas houve uma sobra superior à quantidade destinada a um candidato de outro partido que obteve apenas 1.362 votos, mas se beneficiou porque a sua legenda atingiu, com as sobras, 11 mil sufrágios, alcançados com a chapa integrada por cerca de 15 candidatos, isto é, não teve fôlego para apresentar chapa completa com 32 nomes, duas dezenas de candidatos.

O PSol (oposição) elegeu três e o Cidadania, apenas dois, mas os também oposicionistas partidos bolsonaristas - com exceção de Douglas Gomes, do PTC, ficaram a ver navios, a exemplo do partido do ex-vereador e deputado, Carlos Jordy. 

Os demais elegeram apenas um vereador, por legenda: PT (de Verônica Lima), PV.  PC do B, MDB, PTC, DEM, PSDB e PSD.

O PTB, do ex-prefeito Jorge Roberto Silveira, não elegeu nenhum vereador.

OS SAUDOSOS 

A legião dos que despertaram os niteroienses para a convivência com os assuntos da cidade, sem depender das eventuais presenças de jornais e emissoras cariocas, foi enfraquecida com a partida de Silvia Tani, que ousou manter vivo o Jornal Santa Rosa.

Os semanários da era marcante de 1972, iniciada pelo "Jornal de Icaraí", tiveram a glória de ser reconhecido o fato de que os icaraienses consumiam mais jornais do que pães, nos fins de semana.

Ao relembrar Silvia e Tácito Tani não podemos deixar de relembrar o heroísmo de figuras como  Carlos Silva, Milton Magno Rocha, Mário Dias, Fernando Marcondes Ferraz, Carlos Couto, Aurelio Zaluar (substituído pelo persistente Hebert Salles), José Carlos Vicente e Cláudio de Souza, entre outros.

Eles merecem figurar numa galeria da saudade, pelo quanto realizaram com inteligência e vontade de bom servir.   

JUSTIÇA A MARIA TERESA

Exaltada pela sua beleza na jocosidade de Chico Anísio, Maria Teresa Goulart, manteve uma vida discreta e com tropeços, nestes 59 anos decorridos da deposição do marido João Goulart.

A ex Primeira Dama ganhou na Justiça o direito a uma indenização de modestos R$ 79 mil por danos morais sofridos com o regime militar.

Mas ela teve graves prejuízos, perdendo as jóias que possuía em Brasília e o desaparecimento de gado em sua fazenda, em São Borja.

No exilio, ela enfrentou dificuldades com os golpes militares de 1973, no Uruguai e em 1976, na Argentina. 

Ela teve presença marcante em Niterói, saudada no aniversário da cidade, em ato na atual Chácara Fróes, em 22 de novembro, de 1962, onde ela e o marido receberam a notícia do assassinato de John Kennedy, em Dallas.

SUCESSOR DE DINO

O aposentado Ministro do STF, Ricardo Lewandowski vai mesmo assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, substituindo o atual Ministro Flávio Dino.

O anúncio feito pelo Palácio do Planalto não anunciou as datas de posses dos dois, o que deverá ocorrer em fevereiro.

Lewandosky não abriu mão do direito de ter a Policia Federal sob seu controle.

INDENIZAÇÃO

Ex-secretário nacional de Cultura de Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal e ator Mario Frias (PL-SP) terá de pagar indenização ao humorista Marcelo Adnet, por danos morais. Adnet moveu o processo por ter sido alvo de ataques do político, que o chamou de "criatura imunda" e "frouxo". 

HORTA 2026

Reeleito em 2020, o bem avaliado prefeito de Maricá, Fabiano Horta (PT), pode ser o candidato de Lula ao governo do estado, em 2026. Em oito anos, ele poderá deixar a gestão com o legado dos ônibus "vermelhinho"; da Tarifa Zero; do programa Passaporte Universitário; da moeda social Mumbuca pelas costas; além de destacadas políticas públicas de infraestrutura e saúde na cidade do deputado federal Washington Quaquá, padrinho político de Horta e vice-presidente nacional do PT.

 

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