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Polícia do Rio prende 9 em ação contra tráfico em 5 estados
Seis pessoas foram presas no Amazonas, duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro
Polícia do Rio prende 9 em ação contra tráfico em 5 estados
Foto do autor Pedro Menezes Pedro Menezes
Por: Pedro Menezes Data da Publicação: 09 de julho de 2024FacebookTwitterInstagram
Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta terça-feira (9), a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu oito pessoas durante a segunda fase da Operação Rota do Rio, que visa combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro. A ação, cumpriu 26 mandados de prisão nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Segundo a corporação, os alvos desta operação são pessoas físicas e jurídicas responsáveis pela lavagem de dinheiro das facções Comando Vermelho e Família do Norte, que atuam no Amazonas. O esquema movimentou aproximadamente R$ 126 milhões em dois anos.

Até a última atualização desta reportagem, seis pessoas foram presas no Amazonas, duas em São Paulo e uma no Rio de Janeiro. Entre os detidos está Dibh Pereira Moubayed, capturado na Baixada Fluminense. As investigações indicam que Moubayed remetia dinheiro do Rio de Janeiro para a Região Norte para a compra de entorpecentes, além de traficar drogas em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Durante a operação na Maré, uma moradora foi baleada na perna e levada para o Hospital Federal de Bonsucesso.

No Amazonas, foram presos André Luiz Perez Araújo, André Luiz Lessa Maia e Raimundo Lima da Silva. Os nomes dos outros três presos ainda não foram divulgados. Em São Paulo, Alcides Benedito de Andrade foi detido em Boituva, enquanto o nome do segundo preso não foi revelado.

Esquema de Lavagem de Dinheiro

Os policiais investigaram o caminho percorrido pelo dinheiro das atividades criminosas. As contas das empresas investigadas movimentaram R$ 126 milhões em dois anos. As investigações revelaram que o grupo utilizava entrepostos em vários estados para não levantar suspeitas até que o dinheiro chegasse a Manaus.

Havia uma divisão de tarefas que incluía depósitos bancários em contas de pessoas jurídicas, localizadas principalmente nas regiões de fronteira do Estado do Amazonas. Essa estratégia tinha como objetivo ocultar a origem ilícita do dinheiro investido nesses negócios. As investigações se estenderam de abril de 2017 a junho de 2021.

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