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Passado o temporal, cidades esperam ações
Passado o temporal, cidades esperam ações
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Por: Painel Data da Publicação: 19 de janeiro de 2024FacebookTwitterInstagram

As autoridades municipais - até do Estado - se projetaram anunciando a mobilização de legiões de funcionários para atuarem nas áreas mais dramaticamente sofridas. Foram concedidas entrevistas com expressões de solidariedade para, ao vivo, mostrar a presença física da autoridade com seu poder de comunicação, fazendo a avaliação dos efeitos da permanente inatividade da máquina pública.

Recolhidas aos gabinetes refrigerados, as autoridades públicas não convocaram os seus auxiliares encastelados em bons cargos, para a busca das chaves indispensáveis para acionar as máquinas públicas, não apenas para desobstruir, mas para elaborarem planos de ações preventivas para evitar o conhecido caos.

A única autocrítica necessária foi a confissão da necessidade da dragagem do Rio Botas, considerado o maior vilão dos alagamentos na Baixada Fluminense.                             

O Governo Federal, no passado, contava com o Departamento Nacional de Obras de Saneamento, sustentado por equipamentos e pessoal próprios para a promoção de medidas preventivas

de dragagem, acompanhado de melhorias.

O desenvolvimento do programa e despoluição da Baia de Guanabara e a privatização dos serviços de águas e esgotos, surgiram como promessas de dar fluidez às águas tratadas e impedir a chegada de resíduos sólidos ao mar.

Em verdade, as "Eco Barreira" não existem senão na propaganda dos "defensores do meio ambiente".

TRATAMENTO URBANO

A repetição de extensos e demorados alagamentos nas vias urbanas deve motivar os Prefeitos a convocarem todos os subalternos encarregados de missões ordinárias para a boa operação dos serviços públicos urbanos, mas ficam indiferentes ao trabalho nos dias de sol.

As cidades precisam da figura do "gerente urbano", aquele capaz de percorrer o espaço público detectando problemas e promovendo soluções, enquanto o prefeito cuida de "administrar a Prefeitura", azeitando a máquina e dialogando com seus cidadãos, dialogando ou orientando outras autoridades e imaginando as melhores formas de coordenação e planejamento de soluções Urbanas.

Atendendo críticas, o ex-prefeito Jorge Roberto Silveira chegou a criar no seu gabinete de "combate às enchentes e limpeza", sem entraves burocráticos.

GASTOS E OMISSÕES     

As Prefeituras não contam apenas com quadros definidos de servidores para corresponder aos anseios da população. No caso de Niterói, conta com o inchaço da Companhia de Limpeza Urbana (CLIN) mas divide a tarefa com empresas terceirizadas. Uma recolhe os sacos plásticos depositados noturnamente nas ruas: outra recolhe o lixo extraordinário, especialmente hospitalar. A comunidade coopera ensacando o lixo. Já o volumoso material dispensado pelo comércio ou constituído de trastes domésticos, é recolhido por carrocinhas de desempregados que dormem nas ruas com seus fiéis cãezinhos, sonhando com o teto de uma das muitas casas de domínio público que estão vazias.

A empresa encarregada de recolher os sacos empacotados expostos nas calçadas está indiferente a dois fatos: não varrem o que restou na apressadíssima corrida de recolhimento no rumo dos trituradoras, e o recolhimento ocorre tarde da noite, embora os sacos sejam amontoados nas calçadas após as 17 horas, muitas vezes obstruindo o caminho dos pedestres.

Marcantemente as chuvas de verão tem começado às 17 horas quando os caminhões ainda não estão fazendo o recolhimento.

Já não existe a tradicional Usina de Reciclagem que funcionava junto a uma unidade da CLIN ou à lendária Cia. Zimotérmica, que transformava o lixo em adubo.

Além dos riscos de buracos nas ruas e calçadas alagadas, as "cheias" são ampliadas pela retenção de lixo à entrada dos bueiros e a insuficiência de diâmetro as galerias projetadas há décadas,

Jordy e Bolsonaro

O vereador Douglas Gomes, do mesmo PL de Carlos Jordy, considerou que as decisões visando confirmar a participação do vereador bolsonarista na tentativa de golpe, em oito de janeiro do ano passado, ocorre quando ele anunciou a sua candidatura a prefeito de Niterói.

O envolvimento do deputado federal já havia sido iniciado, com denúncia, desde o ano passado.

Jorge, que não conseguiu eleger o irmão para ocupar sua cadeira na Câmara, não estava conseguindo obter manifestações de apoio pois está no mesmo barco de Jair Bolsonaro: sem rumo eleitoral.

QUEM SERÁ

Não se confirmou o prognóstico de que ocorreria nesta finda semana, a decisão em torno do nome oficial (Axel ou Rodrigo) para disputar a Prefeitura em outubro.

Pelo andar da carruagem os dois podem formar chapa-única. 

O VICE DE PAES

No meio político, especulam-se possíveis nomes para candidato a vice-prefeito de Eduardo Paes, no Rio. Até abril, o alcade carioca pode exonerar quatro secretários, para que possam disputar na sua chapa. Os nomes mais cotados seriam Felipe Santa Cruz); o deputado federal Daniel Soranz; além dos deputados estaduais Guilherme Schleder e Eduardo Cavalieri; todos do PSD. 

ARMAS

O prefeito do Rio vetou a abertura de clubes de tiro e estandes de tiro na cidade. A autorização estava prevista no parágrafo 1º do artigo 340 do Plano Diretor, sancionado na quarta-feira (17) e publicado no Diário Oficial do município.

O Plano Diretor permitia a abertura de clubes e estandes de tiro, exceto em áreas residenciais, de conservação ambiental ou em favelas, observado o distanciamento mínimo de unidades de ensino.

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