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No palco do Municipal de Niterói, canções dramatizadas de Carlos Gomes
O recital temático ‘Eternamente’ acontece nesta quarta (3)
No palco do Municipal de Niterói, canções dramatizadas de Carlos Gomes
Foto do autor Redação Redação
Por: Redação Data da Publicação: 02 de abril de 2024FacebookTwitterInstagram
Fonte: Divulgação

Abrindo o vitorioso Projeto “Quartas Clássicas de 2024”, o Theatro Municipal de Niterói recebe nesta quarta-feira (3), às 19h, o recital temático “Eternamente”, com Canções dramatizadas de Antônio Carlos Gomes.

O espetáculo apresenta parte do cancioneiro do compositor brasileiro Carlos Gomes, escrito no período do Segundo Império no Brasil, e que busca trazer, através da dramatização e ressignificação de seus poemas, a crônica de costumes da época. 

A linha condutora do enredo é uma história romântica que apresenta conflitos sociais e individuais contextualizados na segunda metade do século XIX. Cantadas em português, italiano e francês, as canções são uma parte rica da produção deste que é o maior compositor de óperas das Américas.

O elenco do espetáculo conta com Carolina Morel (soprano), Kássia Lima (mezzo-soprano), Rodrigo Barcelos (tenor), João Campelo (tenor) e Paulo Maria (barítono). Silas Barbosa é o pianista escolhido. O figurino é de Carlos Eduardo Camilo de Almeida e a concepção é de Andrea Adour. O roteiro e a direção cênica e musical são de Lenine Santos. 

História

Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 — Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro.

Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa.[1] Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no renomado Teatro Scala, em Milão, na Itália. É o autor da ópera “O Guarani” e patrono da cadeira de número 15 da Academia Brasileira de Música.

D. Pedro II

Dom Pedro II preferia que Carlos Gomes fosse para a Alemanha, onde pontificava o grande Wagner, mas a imperatriz, Dona Teresa Cristina, que era napolitana, sugeriu-lhe a Itália.

Em 8 de novembro de 1863, o estudante partiu a bordo do navio inglês Paraná, entre calorosos aplausos dos amigos e admiradores, que se comprimiam no cais. Levava consigo recomendações de Dom Pedro II para o Rei Fernando, de Portugal, pedindo que apresentasse Carlos Gomes ao diretor do Conservatório de Milão, Lauro Rossi. O jovem compositor passou por Paris, onde assistiu a alguns espetáculos líricos, mas seguiu logo para Milão.

Lauro Rossi, encantado com o talento do jovem aluno, passou a protegê-lo e a recomendá-lo aos amigos. Em 1866, Carlos Gomes recebia o diploma de mestre e compositor e os maiores elogios de todos os críticos e professores.

Foi quando passou a compor. Sua primeira peça musicada foi em dialeto milanês, com libreto de Antonio Scalvini, estreada, em 1 de janeiro de 1867, no Teatro Fossetti. Um ano depois, surgia Nella Luna, com libreto do mesmo autor, levada à cena no Teatro Carcano.

Carlos Gomes já gozava de merecido renome na cidade de Milão, grande centro artístico, mas continuava saudoso do Brasil e procurava um argumento que o projetasse definitivamente. 

Certa tarde, em 1867, passeando pela Praça do Duomo, ouviu um garoto apregoando: "Il Guarany! Il Guarany! Storia interessante dei selvaggi del Brasile!" Tratava-se de uma péssima tradução do romance de José de Alencar, mas aquilo interessou o maestro, que comprou o folheto e procurou logo Scalvini, que também se impressionou pela originalidade da história.

E assim surgiu Il Guarany, que apesar de não ser a sua melhor obra, foi aquela que o imortalizou. A noite de estreia da nova ópera, foi 19 de março de 1870.

Óperas

“A Noite do Castelo” (Rio de Janeiro,1861)

“Joana de Flandres” (Rio de Janeiro,1863)

“Il Guarany” (Milão, 1870)

“Fosca” (Milão, 1873)

“Salvator Rosa” (Genova, 1874)

“Maria Tudor” (Milão, 1879)

“Lo Schiavo” (Rio de Janeiro, 1889)

“Condor” (Milão, 1891)

“Colombo”los

(Rio de Janeiro, 1892)

Morte

Cercado por autoridades e amigos, Carlos Gomes morreu de câncer às 22 horas e 20 minutos de 16 de setembro de 1896, em Belém do Pará. Tinha 60 anos.

Seu corpo foi embalsamado, fotografado e em seguida exposto à visitação pública, cercado de flores e objetos como partituras e instrumentos, bem de acordo com a idealizada "morte bela" do Romantismo. 

O cortejo varou a noite de Belém. Desatrelado das parelhas de animais, o carro funerário era conduzido pelo povo, numa insólita romaria colonial, anunciada pelos acordes de O Guarani e iluminada pelas velas e archotes levados no préstito ou dispostos nas varandas das casas. 

O maestro, porém, não foi sepultado em Belém. A pedido do presidente do estado de São Paulo, Campos Sales, o compositor foi levado para lá, com honras e transporte militares, a bordo do vapor Itaipu, que atracou em Santos.

Serviço

“Eternamente” - Canções dramatizadas de Antônio Carlos Gomes

Quarta-feira, 03 de abril

19 horas

Theatro Municipal de Niterói

O espetáculo tem 60 minutos de duração e ingressos nos valores de R$ 15 e R$ 30, vendidos pelo Sympla ou na bilheteria do teatro.

Telefone - (21) 3628-6908

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