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Mesmo com baixa umidade, INEA diz que ar não está insalubre no Rio
Alguns celulares mostraram condição, nesta quinta-feira (20)
Mesmo com baixa umidade, INEA diz que ar não está insalubre no Rio
Luan Sanchez
Por: Luan Sanchez Data da Publicação: 20 de junho de 2024FacebookTwitterInstagram
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro acordaram com uma preocupação a mais, nesta quinta-feira (20). Segundo relatos nas redes sociais, alguns celulares mostravam que a qualidade do ar estava insalubre.

A Tribuna entrou em contato com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), que desmentiu a informação.

“O Instituto Estadual do Ambiente informa que, com base nos dados monitorados pela rede oficial do INEA de monitoramento da qualidade do ar do Estado do Rio de Janeiro, não confirma a informação e reitera que o índice de qualidade do ar manteve-se, nos últimos dias, majoritariamente com a classificação "boa" e "regular" nos pontos monitorados. Assim, é provável que os celulares mencionados não utilizem a base de dados do instituto para tal constatação”.

O INEA destacou que o índice de qualidade do ar para as regiões do estado está disponível em tempo real no Portal de Qualidade do Ar SIGQAr.

No portal, também é disponibilizado diariamente o boletim de qualidade do ar, com os níveis de poluição atmosférica para as cidades do estado do Rio de Janeiro.

Parque Estadual da Serra da Tiririca (Foto: Divulgação)

Sem insalubridade, mas com baixa umidade

Se o ar da Região Metropolitana no está insalubre, o mesmo não se pode dizer sobre a umidade relativa do ar. Nesta semana, a Defesa Civil de Niterói emitiu um alerta de baixa umidade, que duraria a semana inteira.

De acordo com a medição, os índices ficariam entre 20% e 30%. O considerado ideal é 60%.

À reportagem, o órgão de meteorologia da Prefeitura do Rio disse que o último registro de chuva no município foi no dia 5 de junho. Não há previsão de chuva para os próximos dias.

Qualidade do ar no Rio está entre “boa” e "regular", segundo o INEA (Foto: Luan Sanchez)

A Tribuna conversou com o pneumologista Thiago Mafort, que explicou os riscos ao sistema respiratório, em épocas com baixa umidade do ar.

“Com a chegada do outono e do inverno, a umidade relativa do ar costuma ficar mais baixa, e esse ar mais seco pode trazer prejuízos à saúde respiratória e aumentar o risco de infecções. A parte interna das narinas, garganta e vias respiratórias acaba perdendo líquido para o ambiente, e esta desidratação relativa acaba facilitando a entrada de microrganismos, principalmente dos vírus. Em alguns casos, a infecção viral pode facilitar infecções bacterianas. Assim, quadros de sinusite, faringite e pneumonia acabam sendo mais comuns nessa época do ano”.

O médico também deu dicas de cuidados que podem ser tomados para garantir a saúde do organismo.

“É importante a manutenção de uma boa hidratação com ingestão adequada de líquidos e, eventualmente, com utilização de substâncias hidratantes no nariz e na garganta. Outra medida fundamental é a vacinação, com efeito protetor já mais que provado contra as infecções respiratórias. A vacina da gripe (influenza) e da COVID devem ser tomadas de maneira anual, principalmente por aquelas pessoas com mais risco de desenvolver doença grave (crianças, idosos e imunossuprimidos). Nesta população também há a indicação de vacina contra o pneumococo (um dos principais germes envolvidos nas infecções respiratórias de causa bacteriana). Mais recentemente, foi aprovada no Brasil a vacina contra o vírus sincicial respiratório, que está indicada para pessoas acima de 60 anos. No caso de dúvidas, vale sempre procurar um profissional de saúde”.

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