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IBGE mostra que Brasil não avançou na meta de universalização da educação infantil
Dados são da Síntese de Indicadores Sociais 2023, divulgada nesta quarta-feira (6)
IBGE mostra que Brasil não avançou na meta de universalização da educação infantil
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Por: A Tribuna Data da Publicação: 06 de dezembro de 2023FacebookTwitterInstagram
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Entre 2019 e 2022, o Brasil não avançou na meta de universalização da educação infantil. A frequência escolar das crianças com 4 e 5 anos de idade (início da obrigatoriedade da educação básica) recuou 1,2 ponto percentual no período, passando de 92,7% para 91,5%. As regiões Norte e Nordeste concentraram as maiores retrações, passando de 86,1% para 82,8% e de 95,6% para 93,6%, respectivamente.

É o que aponta a Síntese de Indicadores Sociais 2023, uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada nesta quarta-feira (6) pelo IBGE.

O acesso à creche das crianças de 0 a 3 anos manteve-se estável, estatisticamente, de 2019 a 2022 (de 35,5% para 36%), interrompendo a expansão na cobertura de oferta de ensino, para essa faixa etária, verificada no período anterior a 2019.

Como consequência, o país não avançou no cumprimento da Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), entre 2019 e 2022, que estabelece como objetivo, a ser alcançado até 2024, a universalização da educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade e o atendimento de, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos.

Os principais motivos apresentados para não frequentar instituição de ensino no grupo das crianças de 4 a 5 anos de idade mudaram de composição entre 2019 e 2022. Houve redução no percentual que não frequentava escola por opção dos pais ou responsáveis - motivo mais frequente - que passou a representar 39,8% dos casos, em 2022, comparado a 48,5%, em 2019.

Essa queda levou ao aumento percentual dos demais motivos, incluindo o índice daqueles que não frequentavam escola por falhas na oferta de educação básica obrigatória, tais como: falta de vagas; falta de escolas; distância excessiva ou insegurança da escola e condições financeiras insuficientes dos pais ou responsáveis para manter a criança na escola, como falta de dinheiro para pagar mensalidade, transporte, material escolar etc. Somados, esses motivos passaram de 44,4% em 2019, para 47,5% em 2022.

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