Guarda Municipal é preso por liderar golpe de pirâmide
Operação do MPRJ com a Polícia Civil cumpriu dois mandados de prisão
Guarda Municipal é preso por liderar golpe de pirâmide
Foto do autor Pedro Menezes Pedro Menezes
Por: Pedro Menezes Data da Publicação: 07 de Novembro de 2023FacebookTwitterInstagram
Foto: Reprodução

Foi realizada na manhã desta terça-feira (7) uma operação em conjunto do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil que visava cumprir dois mandados de prisão e oito de busca e apreensão contra integrantes de uma quadrilha voltada de estelionatários praticantes da chamada "pirâmide financeira".

Dos oito denunciados pelo pelo crime de estelionato, um é agente da Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Rodrigo Cesar de Souza da Silva foi denunciado à Corregedoria da GM por ter aplicado o golpe da pirâmide em colegas da própria corporação. Ele foi preso nas primeiras horas da manhã desta terça-feira. 

De acordo com a denúncia, pelo menos 12 servidores da Guarda Municipal denunciaram o golpista à Corregedoria da corporação. Os depoimentos das vítimas foram encaminhados pela GM ao Ministério Público. Investigações do MPRJ revelaram que a organização criminosa movimentou, entre os anos de 2021 e 2022, montantes na casa de R$ 134 milhões. Os mandados foram cumpridos em endereços nos bairros da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Campo Grande, na Zona Oeste.

Como funcionava o golpe

Segundo o MPRJ, Rodrigo Cesar de Souza da Silva é dono da Investimento Confiança, e Jadson Luiz do Nascimento Gonçalves é dono da IC Invest, empresas criadas para aplicar o golpe da pirâmide, com a promessa de remuneração de 5% ao mês, com recuperação do valor total investido ao final do contrato de “aluguel de capital financeiro”, sob a alegação de que os recursos disponibilizados seriam aplicados em operações de day trading na Bolsa de Valores.

Para aumentar a arrecadação, eles chegaram a convencer as vítimas a contraírem empréstimos bancários e a entregarem bens como carros e imóveis, que seriam convertidos em valores, os quais seriam reinvestidos na operação financeira fraudulenta.

Os denunciados simulavam cenário de operações na bolsa, alugavam helicópteros, e ostentavam em redes sociais um estilo de vida luxuoso, com carros importados, viagens e passeios de alto valor e residência em bairro nobre da capital fluminense. Segundo os relatos, as promessas de rendimentos caíram de 5% ao mês para 2% e até 1% ao mês, chegando à completa interrupção dos pagamentos.

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