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Gigante da Singapura quer permanecer no controle do aeroporto do Galeão
Concessionária Rio Galeão formaliza interesse em permanecer. Em ofício, a Changi - operadora de aeroportos com sede em Singaura - pediu a permanência da concessionária na gestão dos terminais do aeroporto
Gigante da Singapura quer permanecer no controle do aeroporto do Galeão
Foto do autor Redação Redação
Por: Redação Data da Publicação: 16 de outubro de 2023FacebookTwitterInstagram
Divulgação

O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou o recebimento de uma carta da RIOgaleão que formaliza o interesse da concessionária em permanecer à frente da gestão do aeroporto internacional. 

Em ofício, a Changi - operadora de aeroportos com sede em Singaura - pediu a permanência da concessionária na gestão dos terminais do aeroporto. 

O documento foi enviado após a limitação de voos no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, assinada em agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que gerou a transferência de rotas para o Aeroporto Tom Jobim. 

Enquanto o Santos Dumont recebeu cerca de 10 milhões de passageiros no ano passado, o terminal internacional teve movimento de 6 milhões de pessoas, seis vezes menor que a capacidade total.

Diante das medidas anunciadas, a RIOgaleão já estima aumento nos investimentos, na ordem de R$ 15 milhões até o final deste ano. Ao mesmo tempo, as companhias aéreas preveem operações maiores no Tom Jobim. 

A  Azul vai ampliar, gradualmente, em dez vezes a operação no Aeroporto Internacional do Rio, a partir do dia 23 de dezembro. A Latam planeja triplicar o número de voos no primeiro trimestre de 2024. Já a Gol afirmou que a partir deste mês incia o alargamento, que deve chegar a 70%.

Nas próximas semanas, estão previstos encontros entre o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e a concessionária, que podem selar a manifestação inicial da Changi. Em fevereiro de 2022, a companhia havia manifestado interesse em desistir da concessão. 

No entanto, voltou atrás, pedindo aumento do valor de outorga. Um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o Governo Federal a desistir da relicitação com a contrapartida para que a concessionária seguisse no aeroporto. 

A quantia foi definida em 2013 e era fincada na projeção da demanda de passageiros no momento econômico vivido à época do leilão. Em nota, a RIOgaleão afirmou que está "completamente adimplente" com o pagamento das outorgas e que acredita em uma solução conjunta do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério de Portos e Aeroportos.

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