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Estudo da UFF identifica tipos de crimes do Rio de Janeiro
Para a elaboração da pesquisa, foram utilizados dados do ISP-RJ
Estudo da UFF identifica tipos de crimes do Rio de Janeiro
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Por: Redação Data da Publicação: 25 de janeiro de 2024FacebookTwitterInstagram
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) analisaram as conexões entre os diferentes tipos de crimes cometidos na cidade do Rio de Janeiro, considerando o perfil das vítimas, o horário e os bairros em que aconteceram. 

Com auxílio de um método chamado “redes complexas”, o estudo revela que as mulheres sofrem 56,6% dos crimes e 71,7% dos casos de lesões contra vítimas no município. 

Já os homens aparecem frequentemente relacionados ao crime de lesão corporal culposa de trânsito.
 

No artigo “Criminalidade e espaço urbano: As redes de relação entre crime, vítimas e localização no Rio de Janeiro”, Fernanda Ventorim, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU-UFF), e Vinicius Netto, professor do PPGAU-UFF, mostram que as relações entre os dados não acontecem de forma aleatória. 

Pelo contrário, são resultados de questões sociais presentes nas metrópoles brasileiras e apresentam “padrões de conexão entre certos tipos de crime, características das vítimas e a localização das ocorrências”. 

Esses achados foram publicados no último ano na Revista Brasileira de Gestão Urbana, um dos principais periódicos sobre urbanismo do país.
 

O estudo avalia as características de vítimas e crimes a partir de um sistema chamado redes complexas, aplicado para gerar grafos — uma área da matemática que estuda a relação entre objetos de um conjunto. 

Esse método “permite explorar associações a partir das similaridades e frequências de conexões entre fatores e variáveis que compõem o problema da criminalidade urbana”, explicam os autores. 

Com ele, três agrupamentos são gerados: ocorrências similares de acordo com o perfil das vítimas; características dos tipos de crime registrados e diferentes localizações.

Para a elaboração da pesquisa, foram utilizados dados do Instituto de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ), extraídos dos registros de boletins de ocorrência criminal entre 2007 e 2018, na capital. 

A partir do total de denúncias encontradas, foi selecionada uma amostra de 5 mil ocorrências, escolhidas aleatoriamente para uma análise quantitativa. 

Em seguida, os autores utilizaram o algoritmo para agrupar as ocorrências criminais com características semelhantes. 

Apesar da quantidade de crimes relatados, cerca de 500 mil queixas no período de 12 anos, os pesquisadores destacam que pode haver uma subnotificação, já que muitas ocorrências não são devidamente catalogadas ou a denúncia não é realizada pela vítima.

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