Imagem Principal
Imagem
Confiança da Construção fecha o primeiro semestre estável
Índice do FGV IBRE ficou em 96,4 em junho, segundo os dados desta terça (25)
Confiança da Construção fecha o primeiro semestre estável
Foto do autor Redação Redação
Por: Redação Data da Publicação: 25 de junho de 2024FacebookTwitterInstagram
Fonte: José Paulo Lacerda/CNI

O Índice de Confiança da Construção (ICST) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) ficou estável em junho e manteve-se em 96,4 pontos, segundo os dados divulgados nesta terça-feira (25). Na média móvel trimestral, o índice também registrou estabilidade ao variar -0,1 pontos.

A Sondagem da Construção é uma pesquisa que gera, mensalmente, um conjunto de informações usadas no monitoramento e antecipação de tendências econômicas do setor. O ICST é o indicador-síntese da pesquisa, composto por quatro quesitos: Situação Atual dos Negócios, Carteira de Contratos, Expectativas com relação à evolução do Volume de Demanda nos três meses seguintes e Expectativas em relação à evolução da Situação dos Negócios da Empresa nos seis meses seguintes.

“As empresas da construção chegaram ao final do primeiro semestre um pouco mais confiantes do que estavam em dezembro. Houve melhora, especialmente, na percepção referente à situação atual dos negócios. Nesse período, o maior aquecimento da atividade se traduziu também em dificuldades com a mão de obra qualificada, o que já está pressionando os custos de obras. Ao longo desses meses, prevaleceu o otimismo com a demanda. No entanto, o semestre terminou também com o fim do ciclo de queda da Selic, que mesmo sem ter efeito imediato sobre a atividade, deve arrefecer o ânimo com os negócios à frente,” observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

A estabilidade do ICST em junho resultou das variações contrárias dos seus subíndices, o Índice de Situação Atual (ISA-CST) variou 0,2 ponto, atingindo 95,5 pontos, e o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 0,3 ponto, para 97,5 pontos.

Os dois indicadores que compõem o ISA-CST foram em sentidos opostos: situação atual dos negócio recuou 0,7 ponto, para 94,2, e volume de carteira de contrato avançou 1,2 ponto, chegando aos 96,8 pontos. Pela ótica das expectativas, a queda do IE-CST foi influenciada pela retração do indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses que caiu 2,1 pontos, para 94,7 pontos, enquanto o indicador de demanda prevista nos próximos três meses subiu 1,6 ponto, para 100,3 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção variou 0,2 ponto percentual (p.p.), e ficou em 80,1%. O NUCI de Mão de Obra ficou relativamente estável, com variação de 0,3 p.p, para 81,5%,e o NICI de Máquinas e Equipamentos retraiu 0,9 p.p., para 74,4%.

Relacionadas