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Brasil envia kits humanitários para serem entregues em Gaza
Avião presidencial reserva desembarcou no Egito com 40 purificadores de água e dois kits de saúde
Brasil envia kits humanitários para serem entregues em Gaza
Foto do autor Pedro Menezes Pedro Menezes
Por: Pedro Menezes Data da Publicação: 18 de outubro de 2023FacebookTwitterInstagram
Foto: GOV BR / FAB

Um pouso às 16h04 no horário local do Aeroporto Internacional de Al-Arish, no Egito, marcou uma nova fase da Operação Voltando em Paz. A missão foi montada pelo Governo Federal para repatriar brasileiros que estão na zona do conflito no Oriente Médio e, desta vez, o avião presidencial reserva foi aproveitado para levar apoio humanitário aos moradores da Faixa de Gaza.

O VC-2 levou ao Egito, sob comando do major Thiago Junqueira, um kit de ajuda humanitária destinado à população em Gaza composto por equipamentos de filtragem de água e itens de saúde. São 40 purificadores de água com capacidade de tratar mais de 220 mil litros por dia. Com tecnologia e fabricação brasileiras, os equipamentos são capazes de remover 100% de vírus e bactérias da água. O acesso à água potável é uma das maiores dificuldades enfrentadas hoje pela população da Faixa de Gaza.

Além disso, foram desembarcados dois kits de saúde. Cada um atende até 3 mil pessoas ao longo de um mês. Eles são compostos por medicamentos e insumos, como anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos, além de luvas e seringas. Ao todo, são 48 itens em cada kit, com um total de 267 quilos de materiais.

O pedido de assistência humanitária foi recebido na quinta-feira passada, 12 de outubro, pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Itamaraty, coordenadora do sistema de cooperação internacional brasileiro.

Após o desembarque do material cedido pelo Brasil, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito tramita a conferência da carga para realizar a liberação dos kits humanitários.

A partir daí, o Crescente Vermelho, movimento humanitário não vinculado a qualquer Estado e fundado em Genebra, na Suíça, em 1863, assume a responsabilidade de coordenar a logística de transporte, o cruzamento da fronteira e as entregas em Gaza.

Cerca de 95% da população de Gaza não tem água potável disponível. Devido à extração excessiva do aquífero costeiro e à infiltração pela água do mar e esgotos, a água da torneira é salgada, poluída e imprópria para beber.

De acordo com a OMS, uma pessoa precisa de no mínimo 100 litros por dia para beber, lavar, cozinhar e tomar banho — e, em situações emergenciais e de crises, precisa de um mínimo de 7,5 a 15 litros por dia. Em Gaza, o consumo médio é de cerca de 84 litros por pessoa. Desses, apenas 27 litros são considerados adequados para uso humano.

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