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Animal em extinção é visto pela primeira vez em parque de Niterói
O registro chamou a atenção de ambientalistas e curiosos
Animal em extinção é visto pela primeira vez em parque de Niterói
Foto do autor Gabriel Ferreira Gabriel Ferreira
Por: Gabriel Ferreira Data da Publicação: 10 de novembro de 2023FacebookTwitterInstagram
Foto: Divulgação

Um registro inédito no Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói, chamou a atenção de ambientalistas e curiosos. O gato-maracajá, espécie que está vulnerável no Estado do Rio e no Brasil, foi flagrado pela primeira vez na unidade de conservação. 

De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o registro foi capturado pelo Projeto Onças Urbanas, que instalou armadilhas fotográficas no mês de setembro em algumas das trilhas do parque. 

“Esse registro é um indicativo de que as ações realizadas pelo Inea nas unidades de conservação estão contribuindo para a preservação de animais ameaçados de extinção”, disse o Inea.

https://x.com/atribunarj/status/1722902325444907064?s=46

O gato-maracajá

Semelhante ao gato doméstico, o gato-maracajá é um pequeno felino nativo da América Central e América do Sul. Solitário e noturno, o animal vive principalmente em florestas perenes e decíduas.

Aqui no Brasil, até a década de 1990, os gatos-maracajás eram caçados ilegalmente para o comércio de animais selvagens, resultando numa grande diminuição da população. Desde 2008, foi listado como quase ameaçado na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) porque acredita-se que a população esteja diminuindo devido à perda de habitat após o desmatamento.

Características

A cauda mais longa do que seus membros posteriores é uma de suas características. Os seus pelos são amarelo-escuros nas partes superiores do corpo e na parte externa dos membros. Tem manchas sob a forma de rosetas com uma região central amarela por todo o corpo, da cabeça à cauda. Uma característica da espécie são seus olhos bem grandes e protuberantes, como também, focinho saliente, patas grandes e cauda bastante comprida. Possui uma grande habilidade arborícola. Seu período de gestação dura em média em torno de 80 dias, vindo à luz apenas um único filhote por vez.

A espécie se encontra listada como "quase ameaçada" pela IUCN, por sua ampla distribuição geográfica, sendo encontrada desde a zona costeira do México até o norte do Uruguai e Argentina e em todo o Brasil Estima-se que nos próximos 15 anos a população sofrerá um declínio de pelo menos 10%, principalmente pela perda e fragmentação de habitat relacionadas a expansão agrícola. No Brasil, a espécie já se encontra na lista vermelha (ameaçado) do Estado da Bahia.

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