Imagem Principal
Imagem
Alfaces da Embrapa se desenvolvem em temperaturas mais altas
Vegetais atingem o ponto de colheita sete dias antes de cultivares similares
Alfaces da Embrapa se desenvolvem em temperaturas mais altas
Foto do autor A Tribuna A Tribuna
Por: A Tribuna Data da Publicação: 05 de junho de 2024FacebookTwitterInstagram
Foto: Divulgação

Um experimento testou o desempenho de 11 cultivares de alface a temperaturas 5ºC acima da média. Cultivares BRS Leila e BRS Mediterrânea, da Embrapa, produziram bem, mesmo sob essas condições.

O estudo procurou simular futuros cenários climáticos do planeta e mostrou que as cultivares da Embrapa estão preparadas para temperaturas mais altas. O ciclo mais curto e o atraso no florescimento são mecanismos que ajudam as cultivares da Embrapa na resiliência ao calor.

Os pesquisadores simularam um cenário de aumento de temperatura, passando da média de 25ºC para 30ºC, durante 45 dias. Diferentemente de outras nove cultivares testadas no mesmo experimento, as duas se desenvolveram bem nas novas condições.

“Para isso, trabalhamos dois valores de temperatura do ar, conforme a média histórica observada e projetada em um cenário extremo de mudanças climáticas globais (MCGs) para o Brasil: 25ºC/20ºC e 30ºC/25ºC (dia e noite, respectivamente)”, detalhou o pesquisador da Embrapa Hortaliças (DF), Carlos Pacheco.

Os experimentos foram conduzidos na Câmara de Crescimento Vegetal do centro de pesquisa, capaz de simular parâmetros atmosféricos como temperatura, umidade relativa do ar e concentração de gás carbônico, por exemplo. O pesquisador lembrou que as hortaliças folhosas são mais suscetíveis ao calor e, entre elas, a alface é a mais consumida do país, de acordo com a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (Abcsem), o que torna o trabalho importante para o esforço de adaptação às mudanças no clima.

Pacheco informou que o trabalho faz parte de uma série de estratégias de enfrentamento às condições climáticas. A equipe pretende continuar os estudos com outras frentes, a fim de selecionar materiais cada vez mais tolerantes ao calor.

“Neste momento estamos trabalhando a tolerância ao calor, e na segunda etapa devemos focar no estresse hídrico (por excesso ou falta de água), envolvendo a tolerância à salinização, seguida pelo comportamento com relação ao uso de bioinsumos”.

Relacionadas