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Abusos sugerem volta do tabelamento de preços
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Abusos sugerem volta do tabelamento de preços
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Por: Painel Data da Publicação: 28 de outubro de 2023FacebookTwitterInstagram

A ampla liberdade para fixação de preços no varejo gerou um descontrole para estimativas de gastos pelos consumidores, com diferenciações não justificáveis no comércio varejista. 

Este desrespeito aos clientes não pode encontrar amparo nas ações do Procon, impedido pela "lei do livre comércio". 

As mudanças já não podem mais ser atribuídas a variações cambiais, em face da estabilização do câmbio com o dólar. Também não se amparam na alegação dos custos dos fertilizantes importados. 

Para conter a ganância, governos passados mantiveram em funcionamento órgãos como a Cofap e a Sauna, encarregados também de regular o abastecimento. 

Antes do regime militar, também funcionavam as Delegacias de Economia Popular, coibindo os abusos nos preços.

Custo e despesas

Por algum tempo, o comércio era impedido da prática da ganância, quando um ministro da Fazenda inspirou a criação da fórmula CLD (Custo, Lucro e Despesas) para acompanhar a variação de preços, segundo os fatores amplos que os justificam.

Era permanente e respeitada a ação das antigas Coap´s (Comissões de Abastecimento e Preços). A fórmula garantia o direito ao lucro, pois o preço era variável, segundo os custos de produção e as despesas comerciais, com funcionários, aluguéis, impostos, investimentos, fretes, etc.

Varições assustadoras

Basta uma notícia sobre efeitos de chuvas ou seca em alguma parte do mundo para desordenar o custo de produtos ofertados aos consumidores. 

Um caso típico está ocorrendo com o azeite, encontrado nas gôndolas dos supermercados com uma variação de até 100%. 

Num mercado da rua Tiradentes, em Niterói, o produto Gallo, de 400 ml está colocado à venda por R$ 42,90, apesar da intensa propaganda do Supermercado Guanabara anunciá-lo  a R$ 24, quando antes do anúncio dos problemas naturais, afetando a produção.

Os disparates são muito grandes, especialmente em relação aos ovos brancos, em embalagens de 30 unidades, com variações de R$ 16,90 a R$ 28,90, com ofertas mais baixas por kombis de ambulantes, que anunciam o produto nas ruas. 

O café Pilão que, na pandemias, estava custando R$ 9,45, pulou de R$ 12,00 para R$ 15. E, agora, é  encontrado a R$ 17,98 no mercado Publix, situado no Paraiso (São Gonçalo) ou a R$ 25,90 nos  mercados Pérola. 

Também é grande a variação do preço do quilo do pão, que pode chegar a R$ 19,00. Os medicamentos têm gigantes variações, com o consumidor informado de "descontos" variáveis.

Combate à carestia

Hoje existem inúmeras ONGs criadas para a defesa da população, crescentes em decorrência da omissão dos vereadores, deputados e senador.

Mas não existe nenhuma ativa, com a audácia e a visão dos integrantes da antiga Federação dos Estudantes Secundários de Niterói (FESN), extinta pelo regime militar, quando era presidente o hoje bem sucedido empresário e economista Emmanoel Sader.

Um dos antecessores, amparado na diretoria e por membros do Parlamento Estudantil, além de membros de grêmios colegiais, lançou a Campanha conta a Carestia, para demonstrar o quanto de intermediários elevavam os custos dos produtos.

Buscou o apoio do presidente da COAP-RJ, Synval Coube Bogado; obteve um caminhão emprestado pelo prefeito de São João do Meriti; Os estudantes de Nova Friburgo e Teresópolis abriram os caminhos para os  mercados locas dos produtores. 

O sucesso  foi grande quando o "caminhão do povo " atuou junto às Barcas. 

Um quilo de alho, que no comércio local era vendido a 13 cruzeiros, podiam ser comprado por apenas um cruzeiros.

Os estudantes fizeram escola: hoje não têm alunos para exemplos edificantes.

Bandeira verde nas contas de luz

O consumidor não pagará cobrança extra sobre a conta de luz em novembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde para o próximo mês para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A conta de luz está sem essas taxas desde o fim da bandeira de escassez hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril de 2022. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios. O nível de armazenamento dos reservatórios, informou a agência reguladora, atingiu 87% em média no início do período seco, o que explica o cenário favorável do momento.

 

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