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Feira Internacional de Angola atrai oportunidades para o estado do Rio
Deputados apostam em crescimento econômico; evento reunirá empreendedores fluminenses e angolanos
Feira Internacional de Angola atrai oportunidades para o estado do Rio
Foto do autor Saulo Andrade Saulo Andrade
Por: Saulo Andrade Data da Publicação: 24 de junho de 2024FacebookTwitterInstagram
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Inovação, cooperação e crescimento sustentável. O Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro debateu, nesta segunda-feira (24), na Alerj (Assembleia Legislativa), as contribuições do continente africano – destacadamente Angola, onde vivem 30 mil brasileiros -, para a economia do Rio. O encontro reuniu agentes públicos dos dois países, interessados em incentivar as relações comerciais e culturais entre as nações, às vésperas da 39ª Filda (Feira Internacional de Luanda), que ocorrerá na capital angolana entre os dias 23 e 28 de julho.


O comércio bilateral entre o estado do Rio e Angola alcançou cerca de 500 milhões de dólares, em 2023. O cônsul-geral da República de Angola, Mateus Miranda, ressaltou que “é inegável” a contribuição do continente africano para a economia brasileira e do estado do Rio, na construção dos dois países. “Ela não se restringe a aspectos culturais; de dança; música; capoeira; culinária e a língua. É, também, no setor econômico e social”, apontou, ao sublinhar a aliança histórica do Rio, do Brasil e de Angola: país africano com o maior contingente de brasileiros.

Reprodução Youtube/Alerj


Em 2013, o volume de negócios entre o Brasil e a África foi de 28,4 milhões de dólares. Desse montante, 11,8 milhões correspondem a exportações brasileiras e 17.4 milhões, a exportações africanas. Essas cifras caíram para pouco mais de 14,9 milhões de dólares, em 2017. A cana-de-açúcar foi o principal produto exportado: seguido de açúcar refinado, carne bovina e frango.


“O fluxo de comércio, que era mais de 17%, hoje passou para a metade. O Brasil foi o primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Angola e se iniciaram relações comerciais que até hoje permanecem consistentes. As transações operadas entre 2021 e 2022 foram de 640,3 milhões de dólares”, apontou o cônsul, ressaltando ainda que as dificuldades do pós-pandemia, a inflação, os atuais conflitos bélicos e crescente preocupação com as mudanças climáticas no mundo são motivos para aprofundar, ainda mais, as relações econômicas e comerciais entre os dois países.


Segunda vice-presidente da Mesa Diretora da Alerj, a deputada Tia Ju (Republicanos) é também responsável pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico. Ela destaca que a ligação do Rio e do Brasil com Angola se manifestam de maneira “mais robusta”, na Feira Internacional de Luanda. “É uma vitrine para os negócios de Angola e ponto de encontro de empresários, inclusive do estado do Rio. Na última edição, a Filda contou com mais de 800 expositores. Para o Rio, é uma oportunidade de fortalecer laços comerciais com Angola. É imperativo fortalecer esses laços econômicos, para explorarmos novos negócios e trazer prosperidade para os dois países”, frisou.


Para o subdiretor do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado, Frederico Lima, a interação entre o Rio e Angola traz “inúmeros benefícios”. Afinal, tratam-se de relações históricas, que “transcendem fronteiras geográficas”. A Filda constrói pontes. Devemos estimular a presença de empresas brasileiras em feiras internacionais. A experiência da Filda nos mostra um imenso potencial de Angola e do Rio de Janeiro”, enalteceu.

Herança africana

O subsecretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sebastião Médici, apontou o exemplo do carnaval carioca - herança e dívida cultural que temos com os africanos – como aspecto chave do nosso desenvolvimento. “Tivemos um faturamento de 8 bilhões de dólares, no carnaval. O estado é o 10º maior produtor de petróleo do mundo, se o estado do Rio fosse um país. Angola tem grandes reservas e a Petrobras não tem deixado de fazer acordos com Angola. É importante que possamos estender as mãos aos irmãos angolanos”, lembrou, ressaltando ainda que o Rio é o quinto maior fornecedor para Angola, já que temos empreiteiras do estado sediadas e com tecnologias a serviço daquele país.


“Estar na feira servirá para se conhecer o mercado de Angola, que é muito importante. Conversando com os empresários calçadistas, constatei que a África é a bola da vez. Angola tem uma população de 140 milhões de pessoas e é um mercado que consome muito”, complementou o representante da Consultoria Pan Africana Internacional, Arcanjo Carlos Pimenta.

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(Na foto principal, o presidente Lula e o mandatário angolano, João Manoel Lourenço) 
 

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