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TOQUE DE RECOLHER EM CINCO BAIRROS DE SÃO GONÇALO

TOQUE DE RECOLHER EM CINCO BAIRROS DE SÃO GONÇALO Publicado em: 18/06/2013

Texto: Augusto Aguiar
Foto: Divulgação

Escolas, supermercados, lojas, academias e outros estabelecimentos foram obrigados a fechar as portas, na manhã de ontem, nos bairros do Mutuapira, parte do Complexo do Salgueiro, Boaçu, Portão do Rosa, até o Mutuá. A ordem, segundo a polícia, partiu de traficantes da região, em represália pela morte de Anderson Alves Ramalho, o Finho, apontado como líder da venda de drogas na região. Ele levou a pior em confronto com policiais militares durante a madrugada, na comunidade do Querosene. Três homens, sendo dois “seguranças” e o motorista de Finho foram presos na mesma ação.
A polícia informou que, durante a madrugada, o Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 7º Batalhão foi acionado para apurar uma denúncia de que estaria ocorrendo na região um baile funk patrocinado pelo tráfico. Ainda segundo informações, ao chegarem nas imediações da Rua Comandante Tarques Horta Barbosa, no Mutuapira, os militares foram recebidos a tiros e revidaram o ataque. Na ação, Finho foi baleado e morreu. A princípio, os policiais não tinham a qualificação do criminoso baleado, porém, com a prisão dos três comparsas, Finho acabou sendo identificado. O trio foi identificado como Marcelo Hermínio Pereira, de 33 anos; Renato de Figueiredo Santana, 25; e Ronan Saíd Araújo, 24, o Piloto. Os dois primeiros, de acordo com a polícia, seriam “seguranças” de Finho e o último motorista. Na ação foi apreendida uma pistola calibre 9 milímetros, além de drogas. Três motocicletas e dois carros roubados também foram recuperados.
Horas depois da ocorrência ter sido registrada na 73ª DP (Neves), já na manhã de ontem, traficantes percorreram as principais vias de acesso às comunidades onde Finho comandaria a venda de drogas, e ordenaram o fechamento de estabelecimentos comerciais e escolas. Na Estrada da Conceição, por exemplo, que liga o Boaçu ao Portão do Rosa, comerciantes e escolas – como a Escola Municipal Paulo Freire - foram obrigados a fechar as portas. Muitos alunos perderam um dia de aula e tiveram que voltar para casa. O mesmo ocorreu numa das mais importantes vias de São Gonçalo, a Avenida 18 do Forte, que interliga o centro do município ao bairro do Mutuá.
“Logo pela manhã um homem armado com uma metralhadora percorreu na garupa de uma motocicleta o comércio daqui e ordenou que todos tinham que ficar de portas fechadas, inclusive escolas. Não temos proteção do Estado e estamos no meio do fogo cruzado. Desde que fecharam para obras a delegacia que funcionava aqui na Avenida 18 do Forte, os criminosos tomaram conta de tudo. Eles agora se aproveitam que o policiamento é deficiente e fazem essas coisas. Aqui, durante a semana ocorre tráfico de drogas”, denunciou uma moradora do local.
Vale lembrar que na semana passada comerciantes situados entre os bairros da Engenhoca, Venda da Cruz, e nas imediações do Morro do Castro foram também obrigados a fecharem as portas em sinal de “luto forçado” pela morte de homem durante confronto com policiais do 12º Batalhão.



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